ESG
Escola Superior de Guerra

Linhas de Pesquisa

Dimensões não convencionais do pensamento estratégico

A proposta é estimular a produção do conhecimento sobre sociedade e defesa, considerando as dimensões não convencionais do pensamento estratégico. Os assuntos tratados irão abordar estudos sobre a realidade brasileira e internacional em seus diversos campos: as relações de poder entre os países, determinantes para o entendimento do ordenamento mundial; o pensamento estratégico nas instituições militares e academias; o posicionamento dos Estados frente ao pensamento hegemônico; as novas formas de interferência na sociedade; e a cultura com seus desdobramentos na/para a sociedade.

 

Análise de Risco, Gestão e Gerenciamento de Desastres nas Forças Armadas

Ementa:

Estamos atualmente presenciando crescente aumento no número de desastres em todo o mundo, e o Brasil não foge deste contexto. Os riscos aos quais estamos submetidos estão cada vez mais complexos, exigindo aprofundada reflexão e estudos que permitam vislumbrar soluções que nos afastem – ou nos permitam minimizar os danos – dos desastres. A ocorrência dos desastres, portanto, está relacionada à presença de fatores de risco. Conforme a OFDA (The Office of U.S. Foreign Disaster Assistance), vulnerabilidade (fator interno de uma pessoa, objeto ou sistema exposto a uma ameaça e que corresponde à sua disposição intrínseca de ser danificado) e ameaça (fator externo às pessoas, objeto ou sistema exposto, representado pela potencial ocorrência de um evento de origem natural ou provocado pela atividade humana, que pode manifestar-se em um lugar específico, com certa intensidade e duração determinada) são fatores, características ou circunstâncias relacionados com a probabilidade de provocar resultados não desejados e que, combinados, formam o risco. Neste contexto, é importante reconhecer e compreender a importância da gestão do risco, a partir da obtenção de informações que permitam conhecer a situação, intervir e, como consequência, trazer maior qualidade às decisões, visando sempre impedir ou evitar que os desastres ocorram e atuando na melhoria dos mecanismos de resposta.

A Redução de Riscos de Desastres – RRD deve ser enfaticamente considerada para redução sistemática dos desastres e isto requer o compromisso de todos os setores da sociedade, bem como a inclusão de tal tema nas políticas públicas. Trata-se de um processo complexo e de longo prazo e de um tema transversal que perpassa diversos setores, como a educação, o planejamento territorial, o meio ambiente, o sistema de saúde e transporte, além de envolver fatores político-econômicos e técnicos, o que requer um esforço coletivo de todos os atores envolvidos no processo, sejam eles públicos ou privados. O tema envolve, ainda, as instituições acadêmicas e os meios de comunicação. A RRD contribui para o desenvolvimento sustentável, pois cuida e preza a sustentabilidade da sociedade na qual está inserida.

A presente linha de pesquisa tem como objetivo aprofundar o conhecimento acerca dos componentes e das ferramentas de avaliação e gerenciamento de riscos, gestão e gerenciamento de desastres, dentro de uma perspectiva inter e transdisciplinar, com foco nos aspectos técnicos e psicológicos que envolvem os riscos e os desastres. O desenvolvimento dos estudos na área pressupõe o entendimento do estado da arte, e assim englobará intercâmbio com setores da sociedade civil e militar – universidades, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, além do Exército, Marinha e Aeronáutica, de modo a ampliar a discussão e valer-se das experiências de setores que se destacam por suas ações e reflexões nessa área. Pretende-se contribuir, no âmbito das Forças Armadas, com conhecimentos que apoiem a tomada de decisões no gerenciamento dos desastres, a partir da compreensão sobre as demandas específicas de tais contextos.

 

Gênero e forças armadas

Em construção

 

Operações de paz

Em construção