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Base Industrial de Defesa é tema de palestra do III Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa

No dia 30 de julho, o III Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa, realizado em parceria pela Escola Superior de Guerra (ESG) e pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), teve a participação do Doutor Marcos Rosa Degaut Pontes, Secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa.

 O Secretário realizou sua exposição sobre o tema “A Base Industrial de Defesa segundo a Estratégia Nacional de Defesa: perspectivas para o setor produtivo”. Ele explicou que a Defesa, a Segurança e a Base Industrial de Defesa são elementos de uma grande estratégia nacional, e fatores indissociáveis para elaboração de uma política externa.

Após ressaltar a necessidade de pensar de maneira estratégica e a longo prazo, ele chamou atenção para a capacidade brasileira. O Doutor Marcos Degaut acredita que “um país predestinado à grandeza precisa agir como potência” e relembrou o Barão de Rio Branco, que eternizou a frase “Nenhum Estado pode ser pacífico sem ser forte”.

“Se nós queremos ter capacidade de inovação e ter uma base mobilizável longíqua, nós precisamos  fazer investimentos em pesquisa e desenvolvimento hoje. Semear hoje o que nós vamos colher no futuro. É fundamental a preservação e o aperfeiçoamento de indústrias de interesse estratégico”, afirmou. Em sua visão, não se pode conceber soberania e autonomia sem produtos de Defesa fortes e uma indústria de Defesa autossustentável, com capacidade de desenvolvimento tecnológico, que possa funcionar como grande vetor de exportações.

O Secretário frisou ainda que o Ministério da Defesa tem buscado derrubar barreiras e inovar em soluções que ampliem e fortaleçam a Base Industrial de Defesa brasileira, promovendo assim o desenvolvimento do país. Ele reforçou ainda que iniciativas como a realização do III Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa são importantes na medida em que buscam soluções para problemas que afligem o Brasil.

Mundialmente, os produtos de Defesa movimentam US$ 400 bilhões/ano. “Temos um grande dever de casa a fazer quando olhamos a participação brasileira nos gastos militares do mundo”, afirmou Degaut, destacando que, no entanto, o Brasil lidera os gastos entre os vizinhos da América do Sul.

Após a palestra, os participantes fizeram perguntas e tiraram dúvidas com o Secretário de Produtos de Defesa. A videoconferência foi acompanhada pelo Comandante da ESG, Almirante de Esquadra Wladmilson Borges de Aguiar, e pelo Subcomandante da Escola, Major Brigadeiro do Ar Leonidas de Araújo Medeiros Júnior.

O III Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa conta com oito semanas de programação 100% on-line que aborda aspectos da Defesa, Infraestrutura, Desenvolvimento e perspectivas para o cenário pós-pandemia. Além de integrantes da FIESC e da ESG, o Ciclo também conta com a participação das Federações das Indústrias dos Estados da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Tocantins e Minas Gerais.