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Projetos

  • A Economia de Defesa no Brasil: gastos militares e suas interfaces com a indústria e inovação

 

O projeto, aprovado no âmbito do Programa de Apoio ao Ensino e à Pesquisa Científica e Tecnológica em Defesa Nacional (PRÓ-DEFESA), Edital Nº 27/2018, visa a produzir conhecimento autóctone e formar pessoal qualificado no campo da Economia de Defesa, focando nas interfaces dos gastos militares com a indústria e inovação. O problema que motiva a pesquisa deriva da complexidade de planejar as forças militares e, consequentemente, a geração de demandas por produtos e serviços de defesa, com a correspondente alocação eficiente de recursos, em um contexto de acelerado desenvolvimento tecnológico e de constrições orçamentárias causadas por crises periódicas, notadamente em países emergentes. O projeto se destina a produzir conhecimento e formação de pessoal na área de Economia de Defesa de modo a alavancar a base teórica e conceitual sobre a qual são formuladas as políticas públicas para o setor de defesa, em especial no âmbito do Ministério da Defesa e Forças Armadas.

Coordenadora Institucional: Ariela Leske

Instituições Parceiras: UNICAMP (Líder), ITA, UNIFA, EGN.

Agência de fomento: CAPES/MD.
Discentes PPGSID: Rafael de Morais Lima.

 


  

  • Laboratório de Estudos de Economia de Defesa

 

O Laboratório tem por finalidade estudar a economia relacionada à Defesa Nacional e possui as seguintes linhas de pesquisa: Gastos Militares;  Indústria de Defesa;  Inovação na área de Defesa; Indicadores Econômicos sobre Defesa.

Coordenadora: Ariela Leske
Agência de fomento: 
Faperj.
Discentes PPGSID: Allan Domingos.

 


 

  • Segurança, Paz e Desenvolvimento

 

O projeto se volta para o desenvolvimento de duas linhas de pesquisa:

1.Segurança  Internacional e Desenvolvimento: Nesta linha se articulará a pesquisa sobre segurança  internacional, contextos de conflitos armados e crimes transnacionais em transversalidade com o direito ao desenvolvimento humano: perspectiva ampliada dos diversos aspectos da vida humana, inspirada na proposta de Amartya Sen e proclamada na Declaração da ONU de 1986 que define o direito ao desenvolvimento como o “processo econômico, social, cultural e político abrangente, que visa a melhoria constante do bem-estar de toda a população e de todos os indivíduos.”

2. Estudos para paz e ações humanitárias/Ética: A área de estudos para paz contempla ações civis e militares de instituições nacionais e internacionais que visam garantir a paz e a segurança em âmbito nacional e internacional através de intervenções e ações humanitárias de grande espectro. Neste sentido, esta linha de pesquisa busca compreender ações que tenham como objetivo garantir o bem-estar tanto de nacionais quanto de migrantes e refugiados em fronteiras brasileiras e através disso efetuar avaliações morais que são indissociáveis do debate sobre ações humanitárias e concepções de qualidade de vida que estão envolvidas nos critérios de avaliação que serão desenvolvidos. Estas linhas de pesquisa serão desenvolvidas no âmbito do grupo de pesquisa LABSEPADE ( Laboratório de pesquisa em segurança internacional, paz e desenvolvimento)em parceria com o grupo de pesquisa ODIHH ( Observatório de Direitos Humanos da UNESA).

 

Coordenadora: Lara Denise Góes da Costa
Agência de fomento: Faperj APQ1 2019
Discentes PPGSID: Stella Resende e Alinne Castro.

 


 

  • Segurança Internacional, Migrações e Direitos Humanos

 

Este projeto integra pesquisa no âmbito da para a institucionalização do grupo de pesquisa LAB-SEPADE ( Laboratório de pesquisa em segurança internacional, paz e desenvolvimento)a Escola Superior de Guerra  com o objetivo de analisar a evolução do conceito de segurança internacional e as diversas configurações de sentido de segurança e sua relação com a garantia dos Direitos Humanos no que diz respeito à proteção de deslocados, migrantes e refugiados.

 

Coordenadora: Lara Denise Góes da Costa
Instituições Parceiras: Universidade Estácio de Sá
Agência de fomento: Faperj- IC 2018.2
Discentes PPGSID: 

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Laboratório de Estudos Críticos de Segurança (LABECS)

 

Com o fim da Guerra Fria, a área de Relações Internacionais conheceu o surgimento de um conjunto de diferentes abordagens que tentaram desafiar as narrativas tradicionalistas sobre segurança – especialmente o realismo e suas revisões – com o objetivo de aprofundar e alargar a definição de segurança internacional. O principal exemplo dessas novas abordagens é o ramo dos Estudos Críticos de Segurança. Apesar de abraçar um espectro amplo de subabordagens e metodologias para questões de segurança, os Estudos Críticos de Segurança se distinguem por sua concepção crítica ao estatismo e à epistemologia positivista. Descendente da tradição da Teoria Crítica frankfurtiana, os Estudos Críticos de Segurança rejeitam os pressupostos das teorias tradicionais de RI, como a centralidade dos atores estatais, a concepção limitada do conceito de poder e a reificação de conceitos como anarquia e interesse. Com base em na crítica à ontologia realista e às epistemologias positivistas, o LABECS propõe-se a questionar o conceito de Estado como instância de produção de segurança, colocando-o como fonte de insegurança, simultaneamente a que desloca indivíduos e comunidades para os principais objetos de referência para segurança. O LABECS possui três linhas de pesquisa: i) Direitos Humanos, Segurança Humana e Biopolítica; ii) Identidades, Alteridades e Gênero; e iii) Narrativas, Cultura e Discursos de Securitização.

 

Coordenadora: Erica Resende

Co-líder: Kai Michael Kenkel (Puc-Rio)

Agência de Fomento: FAPERJ.

Instituições parceiras: Puc-Rio, UFRJ e EGN.

 

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Os Novos Populismos Contemporâneos como Fenômeno Global: implicações para política externa e de segurança internacional 

Uma nova onda populista parece ter tomado o mundo. Do surgimento do Tea Party nos Estados Unidos em 2009 à votação em favor do Brexit de 2015; da chamada Onda Rosa dos anos 2000 na América do Sul à eleição de lideranças populistas como Donald Trump (EUA), Jaroslaw Kaczynski (Polônia), Beppe Grillo (Itália), Jörg Haider (Austria), Viktor Orban (Hungria), Jair Bolsonaro (Brasil), Recep Erdogan (Turquia) e Rodrigo Duterte (Filipinas). Tais eventos sinalizam que o termo populismo se tornou a palavra de ordem na agenda política contemporânea. No entanto, a literatura recente sobre populismo se limita a aspectos teóricos e/ou domésticos do populismo, negligenciando a dimensão do populismo como fenômeno global. Raros são os estudos que exploram a relação do populismo com estruturas, agentes e processos internacionais e transnacionais, especialmente suas implicações para política externa e de segurança internacional. Esta pesquisa tem como objetivo preencher uma lacuna empírica e teórica no que se refere à emergência do populismo como fenômeno global. Partiremos, portanto, da hipótese de que os novos populismos tendem a impactar tanto a política externa como a política internacional.

Coordenadora: Erica Resende

Agência de Fomento: FAPERJ.

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‘Defending Memory’: Exploring the Relationship between Mnemonical In/security and Crises in Global Politics

In her article “’Memory Must be Defended’: Beyond the Politics of Mnemonical Security,” Maria Mälksoo described “the securitization of memory,” a phenomenon that is common in Eastern and Central Europe and beyond. As pointed out by Mälksoo and others, in many securitized contexts, historical remembrance becomes a security issue. In such contexts (and elsewhere), the states create biographical narratives, that are likely to be simplified stories where some memories are left out and others highlighted. As a result, the state engages itself in a permanent process of creating and recreating a narrative about its origins, its coming-into-being, within its own borders, thus differentiating itself from the chaos outside its national limits. The need for the state to constantly engage in the (re)reproduction of a self narrative leads to new security dilemmas and negatively affect the sense of security of the involved parties. “Our” narrative, “our” past is viewed as being completely misunderstood and distorted by the “Others,” whose own vision of the past is seen as a danger to “our” existence. Thus, it becomes critical to defend “our” memory, which is essential to the survival of “our” state, especially when sudden events shatter the state’s self narrative.  As a result, a new series of questions arises: How do mnemonic conflicts emerge and develop across space and time? What kind of strategies political actors apply to engage in mnemonic conflicts? What is the difference – if any – between desecuritization and politicization of memory? What kind of events allows for desecuritization and politicization of memory? How do mnemonic conflicts occur and express themselves in national, regional, and global contexts? How do feelings and emotions come to play into the dynamics of mnemonic conflicts? Are there other illustrative examples outside the much explored case studies of the Holocaust during German occupation, of the Baltic-Russian dispute over the interpretation of WWII, and of the legacy of the communist regimes in Central and Eastern Europe? Are there any instances of mnemonic conflicts in the Global South that confirm the dynamic of ‘memory must be defended’?

 

Coordenação: Erica Resende, Dovile Budryte e Douglas Becker (EUA).

Instituições parceiras: Georgia Gwinette College e University of Southern California.

Agência de Fomento: International Studies Association (Venture Grant).